Vasco apresenta plano para pagar dívida de R$ 93,5 milhões a credores
MatériaMais Notícias
da roleta: O Vasco deu um passo importante em relação à dívida com os credores. A direção do Cruz-Maltino apresentouao Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro umplano de pagamento de R$ 93,5 milhões à Comissão de Credores – dívidascível e trabalhista. Caso o plano seja aprovado, o clube terá o prazo de seis anos para quitar o valor. A informação foi inicialmente divulgada pelo portal ‘GE”.
RelacionadasVascoTorcida festeja e apoia jogadores do Vasco antes do embarque para Recife, para jogo contra o NáuticoVasco23/10/2021VascoMeninos da Colina: Vasco vence o Nova Iguaçu no jogo de ida das quartas da Copa Rio OPG Sub-20Vasco23/10/2021VascoVasco goleia Macaé na 11ª rodada da Taça Guanabara Sub-17 e encara o Botafogo nas quartas de finaisVasco23/10/2021
da dobrowin:
O TJ-RJ confirmou a entrega do plano por meio de um comunicado, o que aconteceu um dia antes do prazo de 60 dias corridos contados a partir de 23 de agosto. Além disso, a Justiçainformou que “todas as execuções em curso contra o Vasco da Gama e também qualquer medida constritiva sobre o patrimônio do clube” estão suspensas a partir de agora.
+ Confira e simule a tabela da Série B do Campeonato Brasileiro
Vale lembrar que a execução em dívidas trabalhistas foi estabelecida por meio dacriação do Regime Especial de Execução Forçada, após a exclusão do clube do Ato Trabalhista. Entre idas e vindas, a relatoraRaquel de Oliveira Maciel deu razão aos credores e derrubou a suspensão da execução da dívida, o que afetaria o funcionamento do clube.
No entanto, o Vasco conseguiu na Justiça o direito eteve mais uma vez reconhecidoo direito ao Regime Centralizado de Execuções (RCE), algo prevista na nova lei que instituiu o clube-empresa no Brasil. Dessa forma, o Cruz-Maltino apresentou o plano dentro do prazo estabelecido e agora aguarda a análise da Justiça para iniciar o pagamento.
– Se a execução forçada fosse mantida, ela inviabilizaria a apresentação do plano. Como o clube iria montar o planejamento se fosse executado em R$ 93 milhões? – indagou o vice jurídico do Vasco, José Cândido Bulhões Pedreira, na época.
+Após vencer o líder, Vasco inicia sequência decisiva com quatro confrontos diretos na Série B
Por fim, cabe ressaltar que a recente lei assegura o direito acentralização das execuções a fim de evitar penhoras individuais. Além disso, ela estabelece o pagamento acredores em até seis anos mediante o repasse de 20% da receita mensal.
Confira o comunicado do do TJ-RJ
“O desembargador José Carlos Maldonado de Carvalho atendeu hoje a tutela de urgência para suspender todas as execuções em curso contra o Vasco da Gama e também qualquer medida constritiva sobre o patrimônio do clube. A decisão fixou o prazo de 60 dias para o clube apresentar o plano de credores ao Juízo Centralizador com ordem de pagamento, a quem caberá a fiscalização do seu cumprimento, sob pena de responsabilidade pessoal dos administradores.
O Vasco da Gama apresentou requerimento ao presidente do TJRJ com as dívidas apenas de natureza civil para, assim, permitir a abertura do concurso de credores por meio do Regime Centralizado de Execuções (RCE), de acordo com a Lei 14.193/2021. Sancionada em agosto, a Lei federal instituiu a Sociedade Anônima do Futebol e dispõe sobre as normas de constituição, governança, controle e transparência, meios de financiamento da atividade futebolística e tratamento dos passivos das entidades desportivas.
De acordo com o desembargador Maldonado de Carvalho, o Vasco da Gama preenche os requisitos para o requerimento, por se enquadrar nas regras especiais da nova Lei. Ressalta o magistrado que objetivo do Regime Centralizado de Execuções (RCE) é promover a reunião de todos os processos em fase executiva em um único Juízo Centralizador, com a suspensão das penhoras. A suspensão permitirá o cumprimento das dívidas conforme estabelecido pelo artigo 17 da Lei, que ordena os credores preferenciais ao recebimento dos pagamentos.
O desembargador Maldonado de Carvalho destaca que, deferido o RCE, o prazo para pagamento dos débitos de natureza civil será de seis anos, conforme previsto na legislação. O Tribunal de Justiça já disciplinou o Regime Centralizador de Execuções, com a constituição do Núcleo de Cooperação judiciária – Nucoop, para onde será encaminhado o processo do clube.”